Estamos quase repetindo o título do Editorial divulgado no Volume I desta Série. Recursividade, inércia ou simbolismo?
As novas técnicas de comunicação, de transmissão de conhecimentos, nos levam a repensar as relações de ensino/aprendizado: nunca antes foi tão natural uma postura ativa, de independência, de questionamento, por parte de alunos de todos os níveis. O acesso às informações por novos canais, a novas técnicas, freqüentemente se antecipa ao fluxo do saber que a eles chega nas salas de aula.
Assim, nossa linha editorial necessita ser continuamente repensada, precisa acompanhar/antecipar o que ocorre. Por isso, um contingente cada vez maior de estudantes se incorpora naturalmente ao nosso público.
No ano passado - primeiro volume desta nova série em versão eletrônica -, o leque de tópicos abordado foi mais amplo do que aquele com que iniciamos este volume - e que talvez se transforme num fio condutor permanente: um repositório dos fatos, experiências e vivências que conduziram ramos de pesquisa e instituições científicas aos seus dias atuais. Conhecer detalhes dos caminhos trilhados por gerações que os antecederam, saber das passadas limitações, das restrições enfrentadas e como foram elas superadas, muito vai contribuir para terem os estudantes de hoje uma formação distinta da que recebemos, e que nem eles sabem, nem nós sabemos, como será, como deve ser, como precisa ser.
Recursos multi-mídia sendo utilizados, ajudam a facilitar o acesso e a guardar componentes às vezes já embaralhados ou arquivados em algum socavão da história.
Abrimos essa linha com a adaptação de uma palestra
pronunciada na Academia de Ciências de São Paulo, em homenagem ao Professor Marcello
Damy. A palestra lembra os meandros iniciais da pesquisa em Física Nuclear, trazendo
vozes de Einstein, Fermi e outros desbravadores. A esse olhar juntamos o recompor dos
passos vividos por umas quantas instituições que ajudaram (ou se propuseram) a formar a cultura matemática no Rio de Janeiro.
Discussões sobre o que e como fazer são a essência de um veículo com a orientação
deste Boletim.
A definição de linguagem, recursos, disseminação para as publicações eletrônicas
é algo que se está construindo com as experiências desenvolvidas pelos atores
envolvidos nestas mudanças/andanças cada dia mais corridas. Aqui, atores somos todos:
autores, editores, relatores e, sobretudo, os leitores (à falta de um termo mais atual e
menos mareante que navegadores). O Boletim SBMAC procura encontrar novos padrões,
ajudando a mostrar caminhos, um estilo de (novamente nos falta o melhor termo!) redigir
mais coerente e que melhor utilize as ferramentas atuais, o instrumental recém-criado.
Essa preocupação com o explorar possibilidades está presente em encontros de
editores, em textos associados a todas
as áreas do conhecimento, sendo em particular o tema da próxima Conferência
Internacional da Federação de Editores Científicos (Cairo, junho'98): Science
Communication for the Next Millennium.
Continuaremos com a rotina adotada no Volume I (também seguida pelo COCV e recém-anunciada pelas Publicações da SIAM) de atualização contínua do
Boletim, sem prazos previamente definidos, informando pelo correio eletrônico sobre as
novas inclusões.
Finalmente, é importante enfatizar nosso reconhecimento pelo apoio recebido do LNCC, do DCC/UFF, bem como aqueles citados na página de Créditos.