Eles afimam que a liderança tecnológica do país - resultado da parceria entre Universidade, governo e iniciativa privada - proporcionou desenvolvimento econômico e bem-estar social.
Tradução de Reinaldo Guimarães
Imagine a vida sem vacinas contra a pólio e marcapassos cardíacos. Sem computadores. Sem sistemas de purificação de água. Sem previsão de tempo por satélite. Sem terapias avançadas contra o câncer.
Sabemos que esses e outros milhares de avanços tecnológicos fizeram a sociedade americana a mais avançada da história. Eles tornaram nossa economia mais competitiva, criaram milhões de empregos e elevaram nosso padrão de vida. Melhoraram grandemente nossa saúde e estenderam nossa expectativa de vida. Em um sentido muito real, eles epitomizaram o Sonho Americano.
Esses avanços são o produto de parceria de longa duração que, constituindo uma política nacional, levou à descoberta e ao desenvolvimento de novas tecnologias. Por muitos anos, governos de ambos os partidos, trabalhando com o Congresso, apoiaram consistentemente programas de pesquisa universitária como vital para o futuro de nosso país. A indústria desempenhou papel igualmente crítico, conduzindo essas novas tecnologias ao mercado.
Essa parceria envolvendo a capacidade instalada científica e educacional da Universidade americana, o apoio financeiro do governo federal e as atividades de desenvolvimento na indústria tem sido fator crucial na manutenção da liderança tecnológica da nação ao longo da maior parte do século 20.
Infelizmente, hoje a liderança tecnológica está gravemente ameaçada. Na medida em que o governo federal diminui suas despesas, ocorrem pressões para serem cortados os recursos para a pesquisa universitária crítica.
A pesquisa universitária é alvo tentador. Muitas pessoas não conhecem o papel decisivo que ela desempenha. Podem se passar anos de intenso trabalho de pesquisa antes que uma tecnologia atinja o mercado. A história tem mostrado que é a pesquisa apoiada pelo governo federal que fornece o capital verdadeiramente paciente, para realizar pesquisa básica e criar o ambiente necessário ao processo de assumir riscos, essencial à descoberta tecnológica.
Hoje nós, abaixo assinados, executivos de algumas das companhias americanas líderes em tecnologia, acreditamos que nosso futuro econômico e o bem estar social podem estar ameaçados. Podemos atestar pessoalmente que grandes e pequenas companhias na América, todas, dependem de dois produtos de nossas Universidades de Pesquisa: novas tecnologias e cientistas e engenheiros bem preperados.
Por todas essas razões, é essencial que o governo federal continue seu papel tradicional no ambiente universitário como financiador de pesquisa básica e aplicada. Se nós quisermos manter o Sonho Americano intacto, necessitamos preservar a parceria que o tem sustentado por esse tempo. Na medida em que chegamos aos anos finais do século, é preciso reconhecer que estamos vivendo um momento de verdade.
Continuaremos a nutrir esse ambiente de inovação muito especial que fez do século 20 o Século Americano? Ou seguiremos outras civilizações e deixaremos nossa liderança para nações mais corajosas e confiantes? Na hora em que o Congresso decidir sobre a pesquisa universitária, não poderá haver dúvida: nós estamos determinando, hoje, o século 21.
Texto extraído do Boletim
Informativo da S.B.F., No. 1, Setembro 1996