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22/03/2022

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Programa Para Mulheres na Ciência recebe inscrições até 9 de maio

Última vencedora na categoria “Ciências Matemáticas” é associada da SBMAC

Estão abertas as inscrições para o programa Para Mulheres na Ciência, que este ano chega a sua 17ª edição no Brasil. Realizado pela L´Oréal, em parceria com a Unesco no Brasil e a Academia Brasileira de Ciências, o prêmio tem como objetivo promover e reconhecer a participação da mulher na ciência, favorecendo o equilíbrio dos gêneros no cenário brasileiro. Todo ano, na edição local, sete jovens pesquisadoras das áreas de ciências da vida, ciências Físicas, ciências químicas e matemática são contempladas com uma bolsa-auxílio de R$ 50 mil cada, para dar prosseguimento aos seus estudos.

Na edição anterior, reforçando a importância da inclusão, o programa ampliou o prazo de conclusão do doutorado para cientistas que são mãesNesta edição, de modo a aumentar a penetração do programa em todas as regiões do país, a L’Oréal, em conjunto com a Academia Brasileira de Ciências e Unesco, aposta no modelo de roadshow virtual de apresentação do programa pelas principais universidades públicas e estaduais do país. Além disso, com o mesmo intuito, também iniciou a segunda temporada do videocast Para Elas na Ciência, em parceria com o projeto Pretas na Ciência. Em sua primeira temporada, o projeto contou com a participação de convidadas de destaque no ambiente científico brasileiro, como Marcia BarbosaRita de Cássia e Fernanda Staniscuaski.

As inscrições do programa vão até o dia 9 de maio e as vencedoras serão conhecidas no segundo semestre deste ano. Para participar, é necessário que a candidata tenha concluído o doutorado a partir de 01/01/2014, sendo que, para mulheres com um filho, o prazo se estende por mais um ano e, para quem tem dois ou mais filhos, o prazo adicional será de dois anos. Além disso, a cientista deve ter residência estável no Brasil, desenvolver projetos de pesquisa em instituições nacionais, entre outros requisitos. O regulamento completo e mais informações sobre o programa estão disponíveis no site. Clique aqui!

“Mais que nunca, a ciência teve um papel-chave na solução dos grandes desafios do mundo. E as mulheres estão em evidência nesse momento. Elas têm se destacado cada vez mais nas diferentes áreas da ciência, mas ainda há um longo caminho a percorrer. O programa Para Mulheres na Ciência há 17 anos incentiva e empodera jovens e talentosas pesquisadoras brasileiras, reforçando nossa crença de que o mundo precisa de ciência, e a ciência precisa de mulheres!”, diz Patrick Sabatier, diretor de Relações Institucionais, Engajamento & Sustentabilidade na L’Oréal Brasil.

Pesquisas revelam dificuldade de mulheres cientistas durante a pandemia

De acordo com o último Relatório da Ciência da Unesco, as mulheres representam cerca de 33% entre os pesquisadores globais. Cerca de 50% delas disseram ter sofrido assédio sexual no trabalho e menos de 4% dos prêmios Nobel são mulheres. Por isso, é fundamental agirmos em favor de mais inclusão em pesquisas e encorajar mulheres a seguirem em frente no sonho da carreira científica.

Além disso, a pandemia teve um impacto significativo nesse recorte. Diversos estudos mostram como cientistas mulheres, especialmente aquelas com filhos e as nos primeiros estágios de suas carreiras, foram as mais afetadas pela pandemia. Em média, cientistas do sexo feminino reportaram um declínio de 5% no tempo disponível para pesquisas quando comparadas a seus colegas do sexo masculino durante esse período pandêmico. Para as que têm pelo menos um filho com idade de 5 anos ou menos, o declínio chegou a alcançar 17%. Para ajudar a vencer esses grandes desafios, a L’Oréal, bem como os parceiros Academia Brasileira de Ciências e Unesco, tomaram a decisão de ajustar o regulamento do programa no Brasil, ampliando a oportunidade para as mães cientistas.

Ao longo destes 17 anos, o programa Para Mulheres na Ciência já reconheceu e incentivou 110 cientistas brasileiras, premiando a relevância dos seus trabalhos, com a distribuição mais de R$ 4,7 milhões em bolsas-auxílio.

Associada da SBMAC recebeu o prêmio em 2021

A 16ª edição do programa, realizada no ano passado, contemplou a professora Fernanda De Bastiani, da UFPE, na categoria Ciências Matemáticas. Fernanda é associada da Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional (SBMAC).

Fernanda (terceira da direita para a esquerda) foi a vencedora na categoria Ciências Matemáticas. Foto: ABC/L’oréal

“O projeto submetido trata sobre desenvolvimento de métodos estatísticos na área de Estatística Espacial, onde utilizamos um conjunto de métodos de análise de dados  levando explicitamente a informação geográfica dos dados na análise. Este tipo de metodologia pode ser utilizado em diversas áreas do conhecimento, e inclusive no estudo de índices de incidência e letalidade da Covid-19 no estado de Pernambuco, causada pela infecção através do vírus SARs-Cov-2”, explica Fernanda.

A professora comemora o aporte financeiro do prêmio. “O apoio financeiro recebido com esse prêmio vem contribuir para o desenvolvimento do projeto submetido e também dar suporte para outros projetos em andamento. De alguma forma o recurso financeiro contribui para suprir a falta de incentivo à pesquisa, a escassez de recursos para a pesquisa que estamos vivenciando”, completa.

Ser uma mulher cientista é um desafio – ainda mais em uma área historicamente dominada por homens, como é a matemática. “

As mulheres ainda têm muitos preconceitos a serem superados. Este tipo de premiação contribui para o reconhecimento do trabalho que está sendo realizado, para dar apoio às mulheres na Ciência. Um incentivo para acreditarmos cada vez mais no nosso próprio potencial. Uma das dificuldades encontradas pelas mulheres na Ciência, é que sua colocação, sua opinião não seja ignorada pelo simples fato de ser a voz de uma mulher”, reflete.

Por fim, Fernanda destaca seus desejos por cada vez mais movimentos na direção da igualdade de gênero. “Que a escolha pelo exercício da maternidade ou não também seja respeitado. Que as mulheres na Ciência sejam vistas como pesquisadoras e não pelo rótulo de um padrão de beleza imposto pela sociedade”, finaliza.

Leonardo Zacarin – Assessoria de Comunicação – SBMAC

Com informações da ABC e da L’oréal

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