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Encontro em Foz do Iguaçu une matemáticos de Brasil e China e destaca cooperação mútua entre tecnologias de Ocidente e Oriente

Evento, organizado pela SBM, SBMAC e a Sociedade Chinesa de Matemática, será realizado até sexta-feira (21) com palestras e sessões temáticas para discutir financiamento entre as nações

Primeiro dia do Encontro Brasil-China de Matemática em Foz do Iguaçu teve casa cheia

A China é hoje a maior referência na área de Matemática do planeta. Desde 2019, o país mais populoso do mundo ocupa o primeiro lugar no ranking do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), principal avaliação hoje da educação básica. E aproveitando o momento, a Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e a Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional (SBMAC) organizaram o Encontro Conjunto de Matemática Brasil-China, em Foz do Iguaçu (PR).

O evento, que também conta com a colaboração da Sociedade Chinesa de Matemática, está sendo realizado no JL Hotel by Bourbon dos dias 17 a 21 de julho. É o 6º evento entre pesquisadores de ambas as nações, porém o atual formato organizado pelas instituições dos dois países é inédito, o que cria uma elevada expectativa dos participantes.

Paolo Piccione, Presidente da SBM, defendeu intercâmbio de ideias entre Brasil e China na área de Matemática

Paolo Piccione e Jaqueline Mesquita, Presidente e Vice da SBM, e Pablo Martín Rodríguez, Presidente da SBMAC, trataram de dar as boas-vindas à comunidade chinesa em solo paranaense. O objetivo do encontro é fortalecer as relações brasileiras com o Oriente e também o estímulo de futuros projetos de pesquisa e intercâmbio entre os países, já que a nação asiática é considerada uma parceira estratégica para o século XXI.

Mesa de Abertura do Encontro contou com participação de membros das Sociedades Brasileira e Chinesa de Matemática

A programação do encontro conta com palestras plenárias, sessões de convidados e atividades de exposição sobre oportunidades de financiamento. Jinyun Yuan, membro do Comitê Organizador do evento, abriu os trabalhos com um discurso de maneira a aproximar os colaboradores de dois mundos distintos na questão cultural. 

“Nosso ideal é que essa cooperação entre os dois países continue. Percebo que aqui, em Foz do Iguaçu, há muitos participantes chineses, assim como brasileiros. Creio que esse congresso é uma excelente oportunidade para trocarmos experiências sobre produções científicas na área de Matemática”, destacou.

Pablo Martín Rodriguez, presidente da SBMAC, comemorou a interação entre profissionais de referência do Brasil e da China na área

“Eu particularmente confio que este evento vai estimular a interação e colaboração entre sociedades científicas não somente de Brasil e China, mas de todo o planeta”, completou Pablo Martín Rodríguez, Presidente da SBMAC.

Em seguida, foi a vez de Piccione lembrar que, mesmo muito distantes geograficamente, o Brasil e a China têm muitos ideais em comum e a Matemática é um ponto convergente para o desenvolvimento acadêmico de ambos.

“Nossos países compartilham uma herança rica em biodiversidade, em cultura e, hoje, damos as mãos para unir forças em prol do avanço da ciência e tecnologia. China e Brasil são países que demonstraram ao longo do anos dedicação pela evolução do estudo da Matemática. Agora, temos a chance de quebrar barreiras geográficas e culturais, criar uma plataforma de colaboração e intercâmbio de ideias que só vão ajudar a crescer o engajamento sobre o tema”, reforçou o Presidente da SBM.

Gang Tian, Presidente da Sociedade Chinesa de Matemática, fez um balanço da trajetória de cooperação entre Brasil e seu país na área científica

Presidente da Sociedade Chinesa de Matemática, Gang Tian aprovou, em especial, a troca de informações valiosas entre os dois países, que acontece desde 2009.

“Lembro que essa série de conferências entre Brasil e China começou há 15 anos, na China. E o objetivo era exatamente aproximar a relação científica da Matemática entre pesquisadores brasileiros e chineses. Essa é a primeira vez que o Encontro é organizado de maneira formal por ambas as Sociedades e isso só ajuda a fortalecer a cooperação entre os participantes. Percebo que a China está vendo um aumento de interesse de alunos pela Matemática e espero que essa conferência seja proveitosa para os participantes de maneira a estimular o maior engajamento dos matemáticos”, confiou o chinês.

Conselheiro de Assuntos ligados à Ciência e Tecnologia da Embaixada da China, Lu Ping promete que a China, na área de Ciência, vai continuar falando a mesma língua com a postura do governo do Brasil, que novamente estreitou suas relações com o Oriente.

Lu Ping, Representante da Embaixada da China no Brasil, também marcou presença no Encontro em Foz do Iguaçu

“Ao encarar o futuro, a Embaixada Chinesa no Brasil quer seguir no esforço de estimular a comunicação e a cooperação de maneira a promover o intercâmbio de ideias e projetos científicos. Mais que unir os matemáticos no campo, eventos como este impulsionam o desenvolvimento da ciência e da tecnologia dos nossos países”, defendeu. 

Recentemente, o presidente Lula (PT) fez uma visita à China e assinou 15 acordos de cooperação com o líder chinês, Xi Jinping. A maioria dos itens foi voltada à área econômica, porém, entre as parcerias firmadas, destaca-se na área de ciência:

  • a cooperação em aplicações pacíficas de ciência e tecnologia por parte de ambos; 
  • a colaboração em pesquisa e inovação entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil e o da China; 
  • o entendimento sobre colaboração em tecnologias da informação e comunicação.

Reitora da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), Diana Araújo Pereira comemorou a realização do Encontro, pois a iniciativa contribuirá para a criação de tecnologias inovadoras em áreas específicas dos países. Artefatos que precisam, de fato, da Matemática para serem desenvolvidos. 

Diana Araújo Pereira aprovou a iniciativa que vai fortalecer a produção tecnológica de Brasil e China na área de Matemática

“As pesquisas apresentadas neste evento permitem certamente elevar a contribuição sino-brasileira a outro patamar. Isso poderá incluir a produção de tecnologias próprias, a superação de nossa dependência externa, e um maior protagonismo internacional para nossos países, cooperação essa firmada em uma sólida relação dos nossos países”, expôs.

Márcia Barbosa, Secretária de Programas e Estratégias Políticas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), encerrou a mesa de abertura do Encontro e trouxe uma reflexão do papel mútuo de Brasil e China para a sociedade como um todo.

“Sabemos que há uma necessidade de manter tais iniciativas positivas de cooperação, mas precisamos ir mais longe. Então, para o próximo ano, para os próximos cinco, 10 anos, precisamos estar coesos, precisamos estar juntos para fazer a diferença para a nossa comunidade e também em prol dos avanços para um desenvolvimento cada vez mais sustentável e ecológico”, concluiu.

Márcia Barbosa, integrante do MCTI, também discursou na abertura do Encontro Brasil-China em Foz do Iguaçu

O Encontro Conjunto de Matemática Brasil-China teve o apoio do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), a Fundação Araucária, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), além dos seguintes patrocinadores:

A programação completa do Encontro, que vai até a próxima sexta-feira (21), está disponível no site oficial do evento.

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